TEMA : A política da Saúde Mental como direito, pela defesa do cuidado em liberdade, rumo à avanços e garantia dos serviços da atenção psicossocial no SUS.
- Apresentação da secretaria de Saúde Sra. Sheila.
- Palestra com o psicólogo e profissional da rede de Saúde “Tom”
Wenilton Blasques “Tom” em sua fala apresentou o histórico do serviço de saúde mental enfatizando o contexto
histórico da saúde em geral no município.
· Reboco Terapia
· Primeira Reunião sobre Saúde no litoral Norte
Paulista
·
Contratação de Psiquiatras na rede pública de
saúde (Política Pública)
·
8 Conferência Nacional de Saúde (1986)
·
Municipalização da Saúde
·
Curso Saúde Pública – USP (1998)
·
Criação de CAPS Ubatuba (2003)
·
Associação Nova Mente (2003)
Foi falado sobre a ruptura do
encaminhamento de recursos a saúde mental, enfatizou a gestão da Saúde o
período que a doutora “Dilei do Nascimento Brito” e contexto histórico no
ambiente micro municipal.
Das Conferências :
16 Conferências Nacional de Saúde
08 Conferências Estadual de Saúde
09 Conferências Municipais de Saúde
05 Conferências Nacionais de
saúde Mental
03 Conferências Estaduais de
Saúde Mental
01 Conferência Municipal de Saúde
Mental
Tom explanou em sua fala sobre o
recurso limitado para atenção à saúde mental no país e consequentemente nos
municípios, explicando a finalidade e para que serve a atenção pública à
classe, alegando um momento de retrocesso, baixa taxa de adesão de usuários nas
conferências que discutem o tema, o controle social sucateado ao longo de
diversas gestões com desmonte de atenção primária, os avanços das internações
compulsórias o fortalecimento manicomial e o crescimento de comunidades
terapêuticas sem capacitação e formação técnica (entendendo como retrocesso).
Afirmou que mais de 3.000 pacientes psiquiátricos regrediram aos seus lares no
período vacante desde a ultima conferência de saúde 2019 até então, o que não
assegura que estes estão seguros e ou ofertando segurança ao convívio social.
Falou sobre a importância de
assimilar a diferença entre IGUALDADE
e EQUIDADE, pois entendo que a
equidade é o que garante o direito a universalidade do SUS e de todas demandas
de políticas públicas para a saúde afirmou que é preciso um sistema de
comunicação mais eficaz entre a federação o estado e os municípios com
diretrizes mais eficazes na instalação, manutenção e acompanhamento.
4 EIXOS:
1 – Cuidado em liberdade como garantia do direito à cidadania
2 – Gestão financiamento,
formação e capacitação
3 – Política de saúde mental e os
princípios do SUS, (Universalidade, Integralidade e Equidade)
4 – Impactos da saúde mental na
população e os desafios para o cuidado psicossocial durante o pós pandemia.
A Médica da rede de ESF
(Estratégia Saúde da Família) Dra. Mariana falou sobre a importância da RAPS –
(Rede de Apoio Psicossocial) e a retomada do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da
Família) enfatizando temas relacionado a interseccionalidade,
matriciamento, psiquiatria sanitária/SUS e afins.
GLOSSÁRIO DE PALAVRAS
O termo interseccionalidade é
usado para fazer referência às formas como diferentes marcadores sociais - de
gênero, raça, classe, sexualidade, entre outros - interagem entre si
influenciando a forma como experimentamos a vida em sociedade.
Matriciamento ou
apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes,
num processo de construção compartilhada criam uma proposta de intervenção
pedagógico-terapêutica.
DA PARTICIPAÇÃO COMO REPRESENTANTE DA SMEL – SECRETÁRIA MUNICIPAL DE
ESPORTES E LAZER.
Fiz parte do eixo 3 (Crachá Azul)
o qual debateu “Política de saúde mental
e os princípios do SUS, (Universalidade, Integralidade e Equidade)” em roda
de dialogo foram apontados demandas emergenciais no eixo em discussão, havia
neste grupo, medica, responsáveis do NASF, ESF, CAPS, CREAS e outros que juntos
puderam apontar com eficiência toda demanda requerida
DIRETRIZES APONTADAS PELO GRUPO
EIXO 3 – TURMA AZUL
- Ampliar a atenção ao
“TERRITÓRIO” respeitando aspectos culturais com ações de mapeamento afim de
cadastrar e oferecer interlocução entre os setores da Saúde Pública municipal.
- Ampliar o número de
profissionais nas bases do NASF, CAPS, CREAS e outros afim de atendimento
interseccional tratando do tema na prevenção, manutenção transformando e ou
fomentando a própria população como agentes facilitadores dividindo as
responsabilidades com avanços de direitos.
- Ampliar a atuação associativa,
em especial associações de bairro e de classe, induzindo o protagonismo na
defesa por maior descentralização da saúde local junto a parcerias público
privada para a manutenção e acompanhamento.
- Retomar e ou tornar mais
acessível o trabalho voluntário, afim de utilizar espaços públicos, saberes e
fazeres. Incluindo eixos esportivos culturais através de clínicas e oficinas
com vivências e multiplicação de informações.
- Para a garantia da reforma
psiquiátrica é preciso fortalecer a rede CAPS, NASF e outras. Oferecendo
capacitação permanente e melhorias para as condições apresentadas de trabalho.
- Extinguir os manicômios e
tratamentos manicomiais e as residências/comunidades terapêuticas sem preparo e
capacitação técnica.
- Potencializar a vida em
sociedade com tratamento específico em cada território. (Convívio Social)
- Facilitar o acesso e aprimorar
as ferramentas educacionais e esportivas da rede pública, afim de melhorar a
qualidade de promoção à saúde. Descentralizando os serviços ofertados
gratuitamente com caráter terapêutico e ocupacional.
OBS : As melhores propostas apresentadas no evento serão encaminhadas
para o encontro macrorregional da DRS-17 e, em seguida, para a etapa estadual
de saúde mental, programada para acontecer entre os dias 23 e 25 de junho, em
São Paulo.
Por : Elton Herrerias Junior : CEO #JuventudeDeUbatuba/Servidor Público/SMEL - Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e membro do CMDPCD
– Conselho Municipal da pessoa com Deficiência.


Nenhum comentário:
Postar um comentário